A presença da Peugeot no “Dakar” é uma história de sucesso que se escreve independentemente dos anos que passam. Vinte e seis anos depois do último triunfo, o “leão” volta a rugir… e quando ninguém o esperava!

No final dos anos 80 do século passado, quando a Peugeot decidiu abarcar a aventura do “Dakar” em África, a concorrência não era aquela que hoje se encontra nesta grande maratona do todo o terreno mundial. Na altura, os carros competitivos eram muito poucos ao contrário do que se vive atualmente, como sucedeu este ano em que, seguramente, havia quase duas dezenas de modelos capazes de lutar, teoricamente, pelo triunfo. Mas a Peugeot conseguiu surpreender a concorrência e apresentar-se mais forte sem que, no entanto, não tivesse conhecido alguns contratempos como sempre aconteceu nas diversas edições desta prova em que a marca francesa esteve presente. Agora, foram mais problemas mecânicos a travar os pilotos e as sempre esperadas dificuldades de navegação perante o “road-book” que a organização entrega aos navegadores na véspera de cada especial. Mas das quatro vezes que a Peugeot venceu no passado, também houve grandes dores de cabeça para gerir o andamento dos pilotos, curiosamente, de um francês que hoje é presidente da Federação Internacional do Automóvel. Ontem como hoje, também havia vários “galos” para um poleiro e Jean Todt chegou mesmo a ter que puxar de um moeda para decidir ao estilo do “cara ou coroa” quem ganhava a prova, se o finlandês deputado europeu Ari Vatanen, ou o seis vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, o belga Jacky Ickx. Todt não queria correr riscos de que ambos perdem-se o rali envolvidos que estavam na sua luta interna e por isso resolveu as coisas desta maneira, com a sorte a bater à porta de Vatanen. De resto, sorte foi coisa que não faltou à Peugeot para ganhar o “Dakar” quatro vezes consecutivas, duas com o 205 T16 e outras duas com o 405 T16, pois de tudo aconteceu para travar o andamento. Mas tanto com um como com o outro modelo o construtor francês cantou vitória.

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