O supercarro “zero emissões” poderá vir a ser o novo topo de gama da marca de Sant’Agata Bolognese. Contudo, é esperado apenas para a próxima década.

Desde a apresentação do concept híbrido Asterion (na imagem), que a Lamborghini vem sendo confrontada com o cenário do lançamento de um modelo elétrico de produção. Por ocasião do Salão de Genebra, o responsável máximo da marca de Sant’Agata Bolognese, Stefano Domenicali, manifestou abertura na aposta de um modelo com estas caraterísticas.

Depois do SUV Urus, que começará a ser produzido no final deste ano e que chegará ao mercado na segunda metade do próximo ano, a marca italiana poderá ser a escolha certa do grupo VW para um desportivo elétrico, que a receber “luz verde” se posicionaria no topo da gama. Aliás, a Lamborghini poderá não ter grande escolha, porque será obrigada a apostar em modelos “ecológicos”, de modo a cumprir o regulamento cada vez mais apertado de emissões de CO2. Contudo, ressalva Domenicali: “a eletrificação é uma área que merece toda a atenção da nossa parte, mas não espero que aconteça a breve prazo”.

Isto significa que ainda demorará algum tempo até termos um modelo elétrico da marca italiana, que não ser deverá materializar antes de 2025. “Temos de ser realistas”, disse o italiano, pois é necessário manter as suas caraterísticas de supercarro ao nível de comportamento, peso e performance, e ao mesmo tempo considerar os custos de desenvolvimento e investimento necessário. Mas o cenário é positivo para marcas de superdesportivos, que “desde a crise está em constante recuperação”, salvaguarda o CEO da Lamborghini. Depois de 3457 unidades vendidas em 2016, a marca prevê chegar às 3800 este ano. Com o Urus no mercado, está previsto que esse valor duplique.

 

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