O Peugeot RXH perdeu o módulo híbrido e a tração integral; ganhou a nova caixa automática japonesa  e uma nova frente mais imponente. É uma mudança para melhor? Talvez.

A curiosidade explica-se rapidamente: o Peugeot 508 RXH deixou de ser híbrido, isto é perdeu o motor elétrico no eixo traseiro, porque o conjunto mecânico não cumpria as normas Euro 6. Nesta nova versão já cumpre as obrigatórias regras antipoluição, mas ficou sem a tração integral, obviamente bastante adequada às vestes “off-road”. A caixa automática japonesa Aisin de seis velocidades com conversor de binário substitui a transmissão de embraiagem robotizada que, paulatinamente, vai desaparecendo de toda a gama PSA. Esta nova caixa do 508, não sendo a referência na classe, nem na própria Aisin que já tem uma unidade com oito velocidades, é incomparavelmente mais suave na troca de relações e muitíssimo mais rápida do que a anterior. Ganha-se, sem qualquer margem para dúvida, qualidade na progressividade da condução. Esta caixa Aisin privilegia a suavidade e confia, acertadamente, no elevado binário: mantém o motor sempre em cima das 2000 rpm para garantir rápida resposta ao acelerador; reagindo muito bem às ordens transmitidas pelas patilhas, que cumpre com prontidão incomparável à da anterior geração e sempre com muita suavidade. Mas não há suavidade que substitua a tração integral e assim há agora perdas de motricidade no arranque em piso molhado e, claro, apesar da boa altura ao solo (18 cm) falta coragem para entrar com a 508 em pisos de muito fraca aderência. Do ponto de vista económico não há grandes notícias: apesar do preço antes de impostos ser inferior, a perda do módulo híbrido quase duplicou a carga fiscal e portanto, no final, esta RXH 2 custa mais 600 euros. E como o fantástico sistema start/stop da Peugeot, nesta configuração técnica só atua com o veículo parado e o arranque só pode ser feito à força do motor Diesel - não há outro -, o consumo em cidade subiu quase 2,5 litros. Em estrada, as vantagens de consumo tombam para o lado desta nova motorização; e as de espaço também já que a bagageira, sem as baterias, aumentou 127 litros.

 

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